Deputado prepara PL para legalizar prostituição no Brasil

O deputado federal e ativista gay Jean Wyllys (PSOL-RJ) está articulando a criação de um Projeto de Lei (PL) para regulamentar a atividade de prostituta no Brasil. A iniciativa de Wyllys se baseia em projetos de lei semelhantes, como a legislação alemã, voltada para as profissionais do sexo, e também nos projetos de lei arquivados, dos ex-deputados Fernando Gabeira e Eduardo Valverde.

Segundo a justificativa elaborada para a proposição do projeto, a prostituição é uma “atividade cujo exercício remonta à antiguidade, e que, apesar da exclusão normativa e da condenação do ponto de vista dos ‘bons costumes’, ainda perdura”.

O deputado Jean Wyllys defende a criação da profissão de prostituta, pois a sociedade, apesar de discriminar, utiliza-se das práticas da prostituição: “A mesma sociedade que desaprova a prostituição a utiliza. Essa hipocrisia e moralismo superficial causa injustiças, a marginalização de um segmento considerável da sociedade e também a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada. Desenvolver a cidadania das e dos profissionais de prostituição caminha no sentido da efetivação da dignidade humana”, argumenta.

O projeto de lei prevê medidas de combate à exploração sexual infantil e diferenciação jurídica de casos em que prostitutas viajam ao exterior para desenvolver a atividade de forma voluntária e de casos em que mulheres são atraídas e transformadas em escravas sexuais.

Jean Wyllys argumenta em defesa do projeto afirmando que “o atual estágio normativo, que não reconhece os trabalhadores do sexo como profissionais é inconstitucional e acaba levando e mantendo esses profissionais no submundo, na marginalidade. Precisamos resgatá-los para o campo da licitude”, diz o deputado, segundo informações em seu site. Participam da elaboração do projeto integrantes da organização “Da Vida”, ligada às profissionais do sexo.

Comentário do advogado Nelti Gonçalves de Souza: “Não gosto de falso moralismo, mas há uma máxima que diz: ‘Quando não puder com o seu inimigo, alie-se a ele.’ Embora o pensamento, do ponto de vista ético, seja pérfido, estamos assistindo exatamente a algo assim. Atitudes e escolhas que até pouco tempo atrás eram consideradas degenerativas do ser humano e contrárias aos bons costumes e padrões universais ganham agora tons de beleza e licitude pela legalização sob o apanágio da defendida ‘dignidade humana’. Tudo o que é contra os valores e princípios éticos e cristãos está se convertendo em atividades e comportamentos lícitos, pela lei e com o endosso das nossas autoridades. É isso aí: enquanto ‘Deus escreve certo por linhas tortas’, os seres humanos, nestes últimos dias, resolveram escrever ‘torto por linhas certas’. Jesus repreendeu Simão (o leproso, veja Marcos 14:3) por usar a prostituta e, ao mesmo tempo, repudiá-la, mas nem por isso Jesus intencionou legalizar a profissão, antes conferiu à mulher dignidade humana, acolhendo-a, perdoando-a. O deputado Jean diz que ‘a prostituição é a profissão mais antiga do mundo’, confundindo ‘profissão’ com ‘profanação’, porque vender o corpo é profaná-lo. Legalizar uma ‘profissão’ que faz da mulher um ‘objeto mercantil’ é, no mínimo, afrontar a tão propalada ‘dignidade humana’. Não vai longe para legalizarem a ‘vadiagem’ os ‘moradores de rua’, regulamentar a profissão dos ladrões do dinheiro público dando-lhes uma nomenclatura bonita, como a de ‘ladrões de colarinho branco’, etc., etc., tudo no amparo da lei, quando deveríamos tirá-los de tão degradante e humilhante servidão, devolvendo-lhes a ‘dignidade humana’. Não é somente a prostituição que escraviza e humilha o ser humano, mas toda atividade que prostitui e aliena a mente, e para isso não precisamos ir à Bíblia para saber o que é certo ou errado, basta ler a Constituição e dar uma olhadinha no Código Penal, antes que também sejam mudados.”

(Criacionismo)

Manifesto gay contra “homofobia” evangélica

Julio Severo

Numa reação, ou mais provavelmente chilique, às claras mensagens de Silas Malafaia contra a agenda gay, um grupo gay de Minas Gerais elaborou um documento público acusando que “os evangélicos são os religiosos mais homofóbicos no Brasil”.

O manifesto gay iniciou dizendo que não tocaria na questão católica, pois a teologia católica é fechada, logo em seguida reconhecendo: “Por outro lado, a teologia protestante ou evangélica apresenta-se ‘um pouco’ mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento”.

Tenho de concordar com o manifesto. O Vaticano tem mantido internacionalmente posições firmes contra a agenda gay. Enquanto isso, as maiores denominações protestantes dos EUA — presbiteriana, luterana, anglicana, etc. — embarcaram no Titanic do liberalismo teológico e moral, ordenando gays e lésbicas como pastores.

Como é que então os evangélicos são os mais homofóbicos do Brasil? Se a CNBB não mantivesse as igrejas católicas tão ocupadas apoiando políticas desarmamentistas, MST, etc., os católicos teriam tempo de assumir as posições do Vaticano.

Silas Malafaia não é católico, mas suas posturas contra a agenda gay são firmes. Nesse sentido, ele é mais católico do que a CNBB!

O que Malafaia diz sobre homossexualismo incomoda ativistas gays, porque ele alcança, num só programa de TV, muito mais do que um estádio lotado.

Ao acusar os evangélicos de “os mais homofóbicos do Brasil”, o manifesto gay se baseou na pesquisa de um instituto de pesquisa ligado ao PT. Mas essa pesquisa foi muito mais longe em seus resultados, chegando à conclusão de que 99% da população do Brasil são homofóbicos!

Diferente de grandes igrejas nos EUA, as grandes igrejas no Brasil ainda não estão considerando ordenar gays, mas setores evangélicos estão ganhando aplausos de líderes gays. Até mesmo Jean Wyllys já elogiou publicamente o que ele chamou de “calvinistas aliados do movimento gay”.

O elaborador do manifesto diz que é um batista que sofre “preconceito” em sua igreja. Ora, a igreja é um lugar para pecadores feridos que buscam ajuda, não para pecadores assumidos que defendem bandeiras de pecado. A igreja é hospital espiritual, não bordel!

É perfeitamente natural, pois, que aqueles que querem defender qualquer bandeira de pecado dentro da igreja não se sintam à vontade dentro da igreja. O dia em que se sentirem a vontade —  do jeito que se sentem à vontade com setores evangélicos —, aí é o começo do fim.

Sobre as acusações do manifesto gay de que Silas Malafaia e outros fazem parte de uma “inquisição evangélica”, eis meus contra-argumentos a outro ativista, onde dou respostas relevantes ao presente manifesto:

Adilson José Paulo Barbosa: Infelizmente, numa combinação de intolerância e dogmatismo, fortalece-se no Brasil um movimento de combate, inclusive físico, a livre orientação sexual e a liberdade religiosa. Em nome da fé e de “pseudos” ou exclusivos valores cristãos, violam-se princípios estruturantes da nação e do Estado brasileiro. (Página 1.)

Julio Severo: Sim, o movimento de combate à agenda homossexual está crescendo, mas não “inclusive físico”, pois os cristãos — tanto católicos quanto evangélicos — não estão usando força física contra os homossexuais. Bem diferente do PT, que em suas greves apelava justamente para a força física. Vinte anos atrás, eu estava num ônibus em São Paulo que teve a infelicidade de passar perto de um local de grevistas e agitadores do PT, que estavam bloqueando os veículos. O ônibus levou uma pedrada, que estilhaçou o vidro da frente, ferindo horrivelmente a senhora que estava logo à minha frente e me deixando com alguns estilhaços na cabeça, embora sem me causar ferimentos, pela graça de Deus. Esse é o estilo PT-MST. Eu nunca vi católicos e evangélicos com esse comportamento petista-arruaceiro diante de uma parada homossexual. É muito mais fácil um petista militante recorrer à violência do que um cristão praticante. Por isso, se os opositores do homossexualismo fossem do PT e MST, aí sim os homossexuais teriam motivos de sobra para se preocuparem com segurança física. Sobre a acusação “Em nome da fé e de ‘pseudos’ ou exclusivos valores cristãos, violam-se princípios estruturantes da nação e do Estado brasileiro”, é preciso lembrar o óbvio: tanto a nação quanto o Estado brasileiro não estão estruturados em cima da sodomia. Aliás, os criadores do Estado brasileiro ficariam certamente horrorizados se viessem a saber que sua criação seria no futuro levianamente usada em prol da sodomia.

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Adilson José Paulo Barbosa: Apesar dessa diretiva político/jurídica, barreira intransponível e insuperável ao arbítrio, à intolerância e ao fanatismo, esquecendo-se de novo da noite de São Bartolomeu, certos representantes do povo reforçam o preconceito e atiçam a discriminação contra cidadãos e cidadãs, que professam outra fé ou têm práticas (ou orientação) sexuais diferentes. (Página 2.)

Julio Severo: Adilson tacha a oposição à radical agenda homossexual de preconceito, intolerância e fanatismo, usando inclusive a memória da noite de São Bartolomeu, onde aproximadamente 100.000 homens, mulheres e crianças evangélicos franceses foram massacrados por opositores movidos por preconceito religioso e interesses políticos. Para validar seus argumentos, Adilson precisa encontrar um único exemplo onde evangélicos ou católicos tenham massacrado 100.000 homossexuais no Brasil. Vou esperar deitado! Enquanto Adilson lida, na questão homossexual, com fantasias, os evangélicos têm a real experiência do preconceito injusto e assassino. Por isso, acusar os evangélicos de preconceituosos é uma insanidade sem tamanho, pois a terrível noite de São Bartolomeu prova como os evangélicos são vítimas de implacável preconceito. Além disso, é preciso observar que o movimento de militância homossexual começou a atuar debaixo da sombra da liberdade de países protestantes, usando a liberdade que ganharam para atacar exatamente aqueles que lhes deram. Enquanto estou aqui deitado esperando a resposta do Adilson, vou lhe dar uma chance maior. Talvez seja difícil encontrar 100.000 homossexuais assassinados no Brasil num curto período de tempo. Então — digo a ele — tente procurar, em toda a história mundial, um único exemplo, em qualquer país, onde 100.000 homossexuais foram assassinados num curto período de tempo. Vou continuar esperando deitado.

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Adilson José Paulo Barbosa: No momento, num episódio assustador e preocupante, pelo grau de fundamentalismo e preconceito demonstrado, assistimos a resistência do Senado da República, em aprovar uma legislação que visa combater a violência praticada contra brasileiros e brasileiras que têm ou terão (uma) outra (ou outras) orientação sexual. (Página 2.)

Julio Severo: Episódio assustador e preocupante? Estão sendo assassinados centenas de milhares de homossexuais e o governo nada faz? Todos os cidadãos brasileiros, independente de suas opiniões e comportamentos, são igualmente protegidos pela mesma lei brasileira. Se há alguma desigualdade e injustiça, então é mais do que óbvio que deveria haver centenas de milhares de assassinatos de homossexuais. Contudo, o que a realidade mostra? Nos últimos 25 anos, aproximadamente 800 mil brasileiros foram assassinados. Desses, quantos homossexuais foram vítimas? Dez por cento? Se fossem dez por cento, seriam 80 mil homossexuais assassinados. Contudo, o próprio Grupo Gay da Bahia afirma que nos últimos 25 anos apenas 2.511 homossexuais foram assassinados. Por que então o PT e os grupos gays fazem tanto barulho enquanto TODA a população brasileira encontra-se muito mais insegura do que o segmento homossexual?

Para mais informações sobre essas estatísticas, veja: (800 mil versus 2 mil: a realidade fala por si)

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Adilson José Paulo Barbosa: Além de sofrerem com diversas formas de preconceitos e discriminações na sociedade e, em especial, nos meios de comunicação, pessoas com orientação sexual diferentes têm sido agredidas e mortas em todo país. Ocorre o mesmo com milhares de mulheres ou mesmo homens, apenas por sua condição de gênero ou identidade sexual. (Página 5.)

Julio Severo: Novamente, o Adilson traz o discurso repetitivo de homossexuais assassinados, porém eu não vou ser repetitivo na resposta. A repetição, no caso de uma informação falsa, tem como único objetivo legitimar a falsidade. Aliás, o nazismo dizia que uma mentira repetida muitas vezes acaba se tornando verdade. No caso de “preconceitos e discriminações em especial nos meios de comunicação”, talvez devêssemos concordar com o Adilson, pois diariamente vemos novelas e outros programas de TV condenando o comportamento homossexual, sempre excluindo de seus quadros personagens ou artistas homossexuais, nunca nem mesmo fazendo qualquer menção positiva ao homossexualismo. As revistas e o jornalismo censuram sistematicamente o assunto de casamento homossexual, enquanto os noticiários dão destaque especial e favorável aos interesses cristãos. Por puro preconceito, nenhuma TV mostra absolutamente nada acerca das paradas gays, enquanto a Marcha para Jesus é exibida em horário nobre por todos os canais de TV! Quanta intolerância, não? Parece que, conforme vê Adilson, as novelas pintam os homossexuais como monstros. De forma contrária, para pura indignação de Adilson, as novelas sempre pintam os evangélicos e católicos como pessoas boas. Ao que tudo indica, enquanto estou deitado esperando a resposta do Adilson, estou sonhando alto. Ou será que é o Adilson que está sonhando?

Para outras respostas, confira minha entrevista a uma revista gay: (Revista gay entrevista Julio Severo)

As mudanças estão vindo muito rápido no meio evangélico, porque, como disse o manifesto gay, “teologia protestante ou evangélica apresenta-se ‘um pouco’ mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento”.

Quando meu livro O Movimento Homossexual foi publicado em 1998, o tema homossexual era ainda tabu. Hoje, é inescapável, até mesmo dentro das igrejas!

MANIFESTO CONTRA A HOMOFOBIA EVANGÉLICA

Porque tanta homofobia no contexto evangélico brasileiro?


O principal objetivo desse manifesto é se focalizar na homofobia dentro do contexto evangélico brasileiro dos últimos anos. Apesar de reconhecer a importância de se falar também na homofobia dentro do contexto da Igreja Católica. Mas os principais motivos para não entrar nesse assunto agora é que a própria essência da teologia católica a respeito da sexualidade está estagnada no tempo a “mil anos”! Então, como iniciar um diálogo sensato sobre a homossexualidade com uma teologia que considera o sexo exclusivamente para a reprodução, proíbe a utilização de camisinha aos seus fiéis, não aceita o divórcio e exalta o celibato como ápice da piedade e santidade?


Por outro lado, a teologia protestante ou evangélica, apresenta-se “um pouco” mais aberta à discussão. Nela há possibilidade de questionamento, apesar de pouca. Esse é um dos motivos pelo qual restringi a falar especificamente da teologia e igreja evangélica. Não só por isso, mas principalmente porque me sinto mais a vontade, sendo cristão evangélico, estudioso da Palavra e ter minha formação em teologia em um seminário batista; O tema da homofobia me convocou especialmente por ser gay e conviver com bullying’s e violências homofóbicas diariamente há anos. Além disso, a pesquisa feita na USP, pela Fundação Perseu Abramo e coordenada pelo professor Gustavo Venturi em 2009, mostra que os evangélicos são os religiosos mais homofóbicos no Brasil. Entre os religiosos que têm tendência a comportamentos homofóbicos, os evangélicos lideram o ranking com 31%, contra 24% dos católicos, 15% dos praticantes do candomblé e 10% dos kardecistas.


Diante de tal violência em nome de Deus, resolvi abordar os dois temas ao mesmo tempo: homofobia e a igreja evangélica, ou como prefiro chamar: “homofobia cristã evangélica”, que atinge não só os gays cristãos, mas à sociedade em geral.


Resolvi utilizar esse termo especificamente, porque acho mais apropriado, uma vez que se verifica entre os religiosos, uma particularidade na homofobia. Poderia se dizer que homofobia cristã evangélica nada mais é que a utilização de interpretações literais da Bíblia por grupos fundamentalistas evangélicos para impor o seu estilo de vida religioso à toda sociedade civil brasileira. Ou seja, alguns líderes oportunistas querem impor à sociedade um jugo que nem os próprios cristãos conseguem carregar, como os próprios fariseus e religiosos faziam nos tempos de Jesus, e que Jesus combatia veemente.


Me espanto sempre com a homofobia no Brasil a cada vez que vejo e revejo reportagens e noticias sobre violências contra homossexuais na mídia, quando ouço muito mais fatos através de amigos, quando fico sabendo que o Brasil é o país que mais mata gays no mundo e principalmente quando eu mesmo sofro “na pele” com o preconceito. Preconceito que nos atos mais sutis de sua manifestação, são por vezes os mais dolorosos: são aqueles que quando pessoas especiais de repente mudam completamente sua relação com você pelo simples fato de tomar conhecimento de sua orientação sexual, o que ocorre principalmente entre os “irmãos” evangélicos.


Como ultimamente tem crescido o avanço do ódio e a luta contra os direitos das pessoas lgbtts, tendo como carro chefe a bancada de religiosos na política e pastores midiáticos vendedores de bugigangas milagrosas, decidi escrever esse artigo, até mesmo como estratégia de desabafo, o que na psicanálise poderia ser chamado de sublimação.


Não são raras as vezes que me deparo meditando e buscando entender: Porque tanta homofobia no meio evangélico? Eu realmente questiono isso porque quando eu leio os evangelhos, os ensinamento de Cristo e vejo seu exemplo, me esforço para ser um discípulo Seu. E como um discípulo dele, eu procuro sempre me olhar com atenção para os excluídos e com os que sofrem, assim como aprendi com o Mestre através das Escrituras e do meu relacionamento pessoal com ele. A parábola do Bom Samaritano apresentada por Jesus, é a que mais descortina a situação de desamor que vivemos hoje com a Igreja de Cristo em relação aos gays no Brasil. Como na parábola, os sacerdotes e levitas passam de largo ao ouvir os gritos dos gays quando precisam, e mais do que isso, os acarretam com mais sofrimentos. Então aparece outro em cena, o Bom Samaritano, alguém que não era considerado pelos religiosos como um bom religioso, e ele ajuda o ferido, necessitado e injustiçado, sendo este Samaritano, figura de alguém que ama o seu próximo, ao contrário dos sacerdotes e levita ocupados com suas próprias mesquinharias.


O discurso evangélico sobre os gays não muda, é sempre a mesma hipocrisia velada: Amamos os gays, MAS não aceitamos a prática do homossexualismo – termo médico referente à doença já abolido pela medicina e usado ainda pelos “fariseus”. Continuam dizendo: “Amamos os gays, assim como também amamos os assassinos, os ladrões, os estupradores, os pedófilos, etc. Desculpe, o dito amor está muito distante de ser verdadeiro, ao comparar com criminosos: é como se fosse um amor de segunda classe: “com um amor amo minha mãe, família, igreja e amigos, com outro amo os assassinos, ladrões, pedófilos e gays”. Enquanto afirmam: “amamos os gays”, pastores midiáticos famosos conclamam multidões para “baixar o porrete em cima dos gays, para esses caras aprender” (Sr Silas Maldafala) em plena rede de TV nacional. Enquanto dizem: “amamos os gays, dizem que tem o direito de xingá-los de bichas, veados, imorais, promíscuos, pedófilos, aliciadores de menores, traficantes e de bater nos gays ou até matar sem receber pena aumentada por discriminação. Tais “evangélicos” dizem que amam, mas usam o ódio contra os homossexuais como pretexto (evangélico vota em evangélico) para eleger candidatos a fim de evitar que um grupo tenha direito de ter seus direitos de cidadão assegurados no seu país.


Diante de tantos motivos para indignar qualquer “pessoa de bem” desse país contra essa “igreja” “amorosa”, tentei elencar alguns fatores sociais que talvez pudessem explicar porque o Brasil, mesmo sendo considerado o país mais cristão do mundo, o país é campeão em matar gays e lgbtt no mundo; à frente inclusive dos países muçulmanos que tem leis para matar gays e mulheres em praça publica. Não só isso, mas por que o ódio e a violência na população brasileira contra os gays e lgbtts, não tem diminuído, mesmo com a ascensão econômica dos últimos anos, a qual colocou o Brasil em 6° lugar no ranking dos países mais ricos do mundo?


Primeiro faz-se necessário lembrar que historicamente o Brasil é um país de tradição católica, desde a sua colonização. Fato que poderia nos indicar uma forte tendência moral e ética religiosa no povo, mas sabemos que não é assim. Pois por mais que o Brasil seja o maior país católico do mundo, a corrupção, a prostituição, a pobreza e outras mazelas sociais ainda estão presentes no país.


Dentro desse contexto, nasce outro fenômeno religioso no país: o surgimento do movimento protestante. Que poderia se dividir em três grupos, em três tempos distintos. Inicialmente vê-se o protestantismo das igrejas históricas com presença maciça de missionários vindos do exterior. Depois o crescimento espantoso dos pentecostais, principalmente nas classes mais baixas, e por último, o surgimento dos neopentecostais nos últimos 30 anos, com as mega-churchs que arrastam as massas através da mídia.


Segundo estimativas do IBGE com a Fundação Getulio Vargas, até 2009 a população evangélica no Brasil era de 20,2 %. Estimativas da SEPAL (Superintendência de Evangelização para a America Latina) afirma um numero maior: um pouco mais de 30%. A estimativa de crescimento da fé evangélica é de 50% para a próxima década. A maioria dessa população são novos membros advindos do catolicismo, que aderem à nova religião por promessas melhores que as da religião anterior: ao invés de vida humilde na terra e um gozo na eternidade pregado pelos católicos em suas missas de tom fúnebre, os evangélicos, em seus “shows de fé” inundados pela teologia da prosperidade, pregam a sedutora teologia da prosperidade, com promessas de uma vida de gozo, dinheiro e felicidade na terra, onde a eternidade encontra pouco espaço ou nenhum para ser pregado.


Tendo em vista o crescimento dos evangélicos e ao mesmo tempo do retrocesso nas conquistas para garantia de direitos aos homossexuais, encontro alguns fatores pelo qual considero que favorece a homofobia cristã evangélica de crescer:


O primeiro fator que favorece a homofobia cristã evangélica é que em seus cultos, o principal a ser anunciado não são os valores. O que mais é destacado são as “conquistas”, os “milagres”, as “bênçãos”, os carros e casas novos, as “curas”, e na grande maioria das vezes não se vêem ser pregados valores como amor, bondade, tolerância, misericórdia, altruísmo, justiça. Um dos motivos para isso é que para receber as “bênçãos” de Deus, o fiel não precisa atentar para seu comportamento ético, precisa apenas dar seu dízimo sagrado, entregar ofertas com altos financeiros, como por exemplo, o valor do aluguel de sua casa, e comprar livros e CDs de pastores “ungidos” que passam em qualquer operadora de cartão de crédito, inclusive os cartões gospel’s e das “igrejas” com selo Visa e Mastercad.


Além de não se pregar ensinos que valorizam o ser humano, um segundo fator constatado por pesquisas, que poderia explicar a intolerância e violência por parte de evangélicos contra os gays é que os evangélicos fazem parte em sua maioria de outro grupo onde ocorre maior numero de atitudes preconceituosas contra lgbtts: o grupo que apresenta menor índice de escolaridade. Esses foram os resultados encontrados na pesquisa realidade pela Fundação Perseu Abramo, coordenada pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Gustavo Venturi, que intrevistou 2000 pessoas em todo Brasil em mais de 150 cidades. A pesquisa mostrou que quanto mais anos de estudo, menos homofobia, ou seja, enquanto entre os que nunca frequentaram a escola o índice de homofóbicos é 52%, no nível superior é apenas 10%.


É triste constatar que a união de religiões fundamentalistas que interpretam livros sagrados de maneira literal (“ao pé da letra”) junto com uma população com poucos recursos educacionais forma a simbiose perfeita para a proliferação da homofobia e de atrocidades feitas em nome de Deus. É muito comum você entrar em uma igreja evangélica e ouvir um sermão com interpretações distorcidas, baseadas em textos isolados, sem contextualização do texto lido e bom uso da teologia e hermenêutica – ciência de interpretação bíblica – além de uso de traduções errôneas de palavras bíblicas dos originais como a NVI e Bíblia na Linguagem de Hoje.


Essa constatação poderia levarmos nos levar à hipótese de que os evangélicos estariam apenas reproduzindo as opiniões preconceituosas e o senso comum já circulante em seu próprio meio social.


Todavia, não podemos associar que essas mazelas sociais promovem a homofobia. Mas constatamos que essa doença chamada homofobia alimenta-se de pouca educação, e pouco acesso à cultura, da mesma forma que gripes e infecções acometem mais facilmente pessoas fragilizadas por acesso restrito a recursos sanitários, má alimentação e hábitos de higiene negligentes.


O terceiro fator que propaga a homofobia cristã evangélica, e que talvez seja o mais influente: São os pastores midiáticos (oportunistas) e as bancadas religiosas no Senado e no Congresso, os quais oferecem um banquete de acusações como os de “fariseus aos pecadores”, cozido no molho do sangue das vítimas lgbtt’s brasileiras. Estes fazem uso das televisões e das rádios de concessão pública, para arrebanhar milhões de fiéis em concentrações religiosas, verdadeiros currais eleitoreiros, recolher ofertas altíssimas, vender milhares de cds, livros, Bíblias com estudos e toda quinquilharia gospel comerciável possível com preços abusivos. Se usar de má fé ao pregar uma teologia da prosperidade que abusa do bolso e da mente das pessoas já não bastasse, tais líderes religiosos se lançam na mídia como heróis e protetores da igreja evangélica brasileira. Se intitulam bispos, apóstolos, anciãos, pastores presidentes, encarregados de protegerem a igreja das contaminações do mundo e do diabo.


O que na verdade os tais líderes religiosos televisivos fazem não é pregar o evangelho à todos, mas sim, elegerem seus candidatos “ungidos” e “honestos” na maioria das vezes pop stars Pastores e Cantores e controlar rigorosamente os votos do curral evangélico para fazer politicagem suja com trocas de favores ilícitos e assim restringir o direito da maioria dos cidadãos brasileiros de poderem seguir a orientação sexual que sentirem vontade.


Esses pastores da morte, concentram seus esforços para barrar todo e qualquer tipo de projeto de lei que tente assegurar o casamento igualitário para gays, a saúde (campanha contra a AIDS para a população lgbtt) a vida, PLC 122 que pune crimes de violência física e moral por motivação de ódio contra homossexuais – a qual foi apelidada maldosamente de mordaça gay pelo Sr. Silas Maldafala, barram o ensino à tolerância à diversidade de orientação sexual nas escolas (apelidado de kit gay) além de incentivar publicamente ao ódio contra lgbtts ao rotular essa população como imorais e classificá-la ao lado de ladrões, prostitutas, pedófilos, pederastas, zoófilos, traficantes entre outras coisas, quando não conclama os povo a “baixar o porrete em cima dos gays” (Sr. Silas Maldafala).


Dessa forma, tais líderes com super poderes (poderes políticos e religiosos) querem impor uma verdadeira ditadura aos que não professam qualquer identificação com seus pensamentos mesquinhos, desumanos e preconceituosos. Não respeitam a laicidade do Estado e os direitos dos que não são evangélicos. Eles querem que todos sejam heterossexuais, para irem todos para o céu, mesmo que a maioria da população não queira ser evangélica, ou ir para um céu preconceituoso, onde não entra quem não é evangélico. Fica de fora até mesmo alguns evangélicos, se eles forem gays, lesbicas, transexuais ou transgênero.


Esses líderes, que exercem uma liderança marcadamente autoritária, não abrem espaço para o diálogo para os cristãos que não concordam com a teologia da homofobia cristã evangélico, mas impõe seu pensamento com mão de ferro, excluindo qualquer um de sua comunidade ou do paraíso futuro que questione o fator que parece ter sido transformado no fator principal que diferencia quem é evangélico de quem não é: o fato de aceitar ou não que ser gay é abominação e digno de toda rogação de praga, pedra e condenação, tanto nessa vida quanto na futura. Fazendo isso, julgam como se juízes fossem.


Além disso, ao querer proibir a união estável entre pessoas do mesmo sexo e do casamento civil e outras leis que protegem os direitos constitucionais dos LGBT’s brasileiros, suas ações anti-democráticas tem objetivo de obrigar LGBT’s a viverem na heteronormatividade, tirando assim o livre arbítrio das pessoas, algo que nem o próprio Deus não faz. Essas ações parecem revelar as mesmas intenções da Antiga Santa Inquisição Católica: quem não “engole cegamente toda a verdade cristã católica, é perseguido, morto, e o mais importante: tem seus bens materiais roubados pela Linda Igreja”. Essa nova versão da Inquisição, poder-se-ia muito bem ser batizada de “Nova Inquisição Evangélica”. Dessa vez, implantada não por papas medievais, mas pela “moderna” “bancada evangélica”, que querem se utilizar dos recursos do Estado para fazer sua evangelização e transformar o Estado num Instrumento de Salvação Compulsória, garantindo assim que todos os brasileiros tenham a “salvação” da alma “melhor assegurada” – longe dos gays.


Esses “pregadores da DesGraça” enchem a boca para falar do fim do mundo e de como é a estratégia do demônio para dominar o mundo e a resposta é simples: enchendo a terra de gays, aos quais destruiriam as famílias, por acabar com a reprodução de pessoas. Apesar de ser ridículo, muitos acreditam nessa fábula. Tudo teria sido um plano arquitetado pelo próprio Satanás articulado nas profundezas do inferno para colocar um anti-cristo gay no controle do universo para desafiar a Deus e à Igreja.


Pois bem, apesar de alguns não se importar, muitos gays, lésbicas, travestis, transexuais e transgêneros sofrem com a violência divulgada e propagada pela “igreja”.


Acho que a Igreja tem um lado maravilhoso de trazer coisas boas para essa terra. Mas nem por isso, podemos deixar de denunciar os erros por ela cometidos. Assim como Lutero, Calvino, Zwinglio e outros reformadores trouxeram luz para uma Igreja mergulhada na escuridão há 500 anos. Hoje a Igreja hoje precisa olhar mais uma vez para a cruz e ver o Amor de Deus que foi de se sacrificar em favor do mundo e não em julgar o mundo, condená-lo, e lançá-lo no inferno. Pois para isso, já existem os “fariseus” de plantão e a hora certa disso acontecer de fato pertence a Deus. A Igreja tem uma obrigação ética de abordar o assunto, repensar e agir efetivamente, levando em conta uma sociedade em momento de transformação. Ao invés de cometer o erro de barrar a evolução da sociedade, como fez ao barrar a ciência na Idade Média, deveria ser pioneira e incentivá-la à maior tolerância, amor e bondade como fez a Reforma Protestante ao criar o modelo de escolas e universidades que temos até hoje.


Diferente do que dizem os pregadores da desgraça, oportunistas de plantão, nenhum gay ou lésbica ou transexual quer obrigar que as pessoas os aceitem como religiosamente correto, mas quer ser aceito pela sociedade (não pela igreja) como um cidadão que tem acesso aos mesmos direitos que qualquer outro: quer viver sem medo de ser morto por ser gay, sem sofrer agressões físicas ou verbais por ser gay, ter acesso à saúde, planos de saúde, acesso aos órgãos da justiça quando forem constituir família, acesso à educação sem sofrer bullying durante toda a formação escolar, enfim, não ter nenhum direito restrito pelo fato de ser gay, assim como ninguém pode ter nenhum direito civil restringido no Brasil pelo fato de ser adepto dessa ou daquela religião, ou mesmo de nenhuma.


Acho que sou realista ao pensar que isso demandará muito tempo para mudar. Mas certamente demandará mais se ficarem todos de braços cruzados.


O povo brasileiro em geral e também o curral religioso, excluídos da política, cultura, educação, saúde e outros direitos, me lembra muito aquela musica da abertura da novela global Rei do Gado, onde mostravam os lindos pastos verdejantes preenchidos pelos rebanhos bovinos que corriam desesperadamente numa só direção ao som da musica: “ooo vida de gado, povo marcado, povo feliz”. Que esse rebanho de Deus, em algum momento perceba que é necessário, acima de tudo respeitar o próximo – se não conseguem simplesmente amar como Cristo ordenou. E isso implica em cada um cuidar da sua própria salvação e não em obrigar os outros a aceitar as suas opiniões, que muitas vezes caem em agressões verbais e físicas, ao invés de demonstrações de amor e ternura como bem cabe a um cristão. Se querem salvar a alma dos brasileiros, que sejam dando o exemplo de amar e respeitar as pessoas, e não obrigando que elas sejam perfeitas, como elas se julgam ser, com atitudes hipócritas como essas.


Manifesto contra a “Homofobia Evangélica” 21 de fevereiro de 2012, Belo Horizonte – MG

(Julio Severo)

O Ateísmo é o nada que nos envolve

Alexsandro Nogueira 

As posições ateístas não se sustentam. Digo isso não por ser Adventista, mas por acreditar que não há argumentos sólidos no discurso libertário-religioso dos ateus praticantes, carregados de opiniões contraditórias que só encontram respaldo na literatura militante de Richard Dawkins, Christopher Hitchens, ou na trinca: Feuerbach, Marx, Freud, que não passa de uma profissão de fé, impossível e improvável.

Cito o livro de Hitchens “Deus não é Grande” em que o escritor fala do Deus criado pela imaginação humana que motiva fatalistas e extremistas religiosos a cometerem atrocidades em Seu nome, como o atentado de 11 de setembro, na cidade de Nova Iorque.

Mas esse argumento não basta porque é impossível condenar toda a religião de origem judaica, cristã e islâmica organizada levando em conta as suas expressões mais extremas e totalitárias. Mais: só um ingênuo acredita que o problema envolvendo o Estado de Israel e a Palestina é, apenas, um conflito religioso entre extremistas. A história apresenta outros fatos em que a ideologia e a política que movimenta o Oriente, desde o fim do Império Otomano, tiveram uma motivação maior.

Hitchens e Dawkins também não aceitam o argumento de que os regimes que aboliram a religião viveram da angústia e acabaram por descer a níveis impensáveis de desumanidade, mesmo diante dos fatos de que a história apresenta um processo de desensibilização em relação ao que é real. Essa crença central da modernidade de que a razão humana é capaz de desvendar tudo, incluindo aquilo que não é desvendável, é uma fantasia, delírio e ideologia que talvez possa convencer pessoas demasiadas cheias de si próprias, ou aqueles que não aceitam a objeção por pura e patética soberba.

Só um ingênuo acredita ser possível nós compreendermos tudo. Temos que aceitar uma dose de mistério e resignarmos da nossa profunda e miserável ignorância diante da imensidão do universo, porque existem dimensões em nossas vidas que não tem resolução racional e não vale a pena, mesmo que diante de argumentos definitivos, questionar essas convicções.

Não é preciso ser cristão para perceber que o ateu sempre está preocupado em demasia com a existência Divina. Explico: Não há nada mais irônico e contraditório do que não acreditar em Deus e passar a vida a abominá-lo. Enfim, eu não creio em gnomos e não me preocupo com eles, certo? Por mais irônico que pareça, o fanático religioso vê o diabo em toda parte e o fanático ateu enxerga Deus em tudo, e ambos comportam-se como o mesmo homem, só que de lados opostos do discurso e da linha de frente do fanatismo.

Quando os Homens não acreditam em Deus, eles não passam a acreditar em nada; eles acreditam, antes, em qualquer coisa, como dizia o escritor inglês G.K. Chesterton. Antes de ateus praticantes festejarem provável inexistência Divina, convém saber aonde isso vai nos levar.

(Está Escrito)

Católicos e mulçumanos reúnem-se para adorar Maria

"Católicos e muçulmanos estão planejando juntos um evento ecumênico em Itaipu Binacional, localizado em Foz do Iguaçu, PR, no próximo dia 24, em homenagem a Maria, mãe de Jesus, segundo jornal JIE de Itaipu.

A ideia para esse evento surgiu em um encontro de religiosos mundial, promovido em Nova York em julho de 2011, quando o secretário geral do Comitê para o Diálogo Cristão-Muçulmano, Mohammad Sammak, apresentou a proposta à Pastoral da Criança. O encontro entre católicos e muçulmanos é chamado “Maria, exemplo para todos nós.” Ele acontecerá pela primeira vez fora do Líbano, onde é realizado desde 2010.

Esse encontro religioso esta sendo organizado pela Coordenação da Pastoral da Criança Internacional, em conjunto com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e representantes da comunidade islâmica da região.

Maria é uma importante figura para estas religiões, sendo considerada santa pela Igreja Católica e aparecendo diversas passagens do Alcorão. No livro sagrado do islamismo, ela é citada 34 vezes, enquanto Jesus Cristo aparece 25 vezes.

Santa Maria é a senhora de todas as mulheres, uma imagem de fé”, disse o sheik Mohamed Khalil, que completou dizendo que o evento servirá para mostrar a importância que a mãe de Jesus tem dentro da cultura muçulmana. “Este encontro representa o amor e a paz”, definiu. (...)

A organização tem a expectativa de atrair 7 mil pessoas entre cristãos, mulçumanos e líderes de outras religiões, vindos de pelo menos 15 países ao Mirante do Vertedouro de Itaipu."

Nota: o futuro, talvez próximo, mostrará a importância deste tema na junção de esforços que haverá entre religiões (aparentemente) tão diferentes...

(O Tempo Final)

Estudo aponta que consumo excessivo de carne pode elevar riscos de câncer

Na busca pelas origens do câncer, muitos alimentos já foram vilanizados. Em 2007, por exemplo, até mesmo o tomate, com fama de ser saudável e ter efeitos antioxidantes, foi objeto de um estudo que o acusava de causador de tumores.

Agora, chegou a vez da carne vermelha sentar no banco dos réus. Uma pesquisa norte-americana encontrou relações entre o consumo excessivo do alimento e a incidência de câncer. Para os fãs de um belo churrasco que já se sentem inclinados a desconfiar do resultado, aí vai uma notícia ainda pior: a tese foi defendida por uma das universidades de mais prestígio no mundo, Harvard, nos Estados Unidos.

Os números são substanciosos. Os cientistas observaram os estilos de vida e hábitos alimentares de 37.689 homens e 83.644 mulheres durante 28 anos. Nesse período, 23.926 dos voluntários morreram — 9.464 devido a algum tipo de câncer.

Quando excluíram outros fatores que poderiam influenciar os resultados (como o consumo de cigarros, o histórico familiar e a idade), os pesquisadores concluíram que havia fortes indícios de que o consumo excessivo de carne vermelha aumentava as chances de alguém morrer precocemente como vítima de tumores malignos. O quadro ficava ainda pior quando a carne escolhida era processada (como hambúrgueres e bacon).

Três perguntas para An Pan, bioquímico da Universidade de Harvard

Há um grande volume de estudos que acusam este ou aquele alimento de causar câncer. É possível que todo alimento aumente as chances de desenvolver tumores? Ou seja, que a resposta não esteja no que comemos mas quanto comemos? 

É verdade que nenhuma comida é maligna em si mesma e que qualquer alimento em excesso pode não ser bom à saúde. Contudo, em geral, pratos recheados de vegetais e legumes, com pouca carne e mais alimentos naturais do que processados tendem a ser mais seguros. 

Qual é o consumo ideal de carne vermelha ao dia?

Neste momento não há ainda um consenso a respeito disso. Mas eu aconselharia um máximo de meio bife ao dia (ou três bifes por semana) de carne vermelha não processada - carne industrializada deve ser evitada completamente. E, se possível, a substituição do alimento por outras fontes de proteína, como peixes, nozes e legumes. 

O que ainda é necessário entender para eliminar todas as comidas que causam câncer da nossa dieta? 

Precisamos compreender quais são as alternativas saudáveis (não basta apenas proibir) e porque as pessoas continuam insistindo em comer alimentos processados. Também temos que descobrir como tornar as comidas saudáveis mais baratas, sustentáveis e acessíveis. 

(Resta uma Esperança)
 
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